quarta-feira, 22 de maio de 2013

black is beautiful...

2 coisas, e rápidas, porque as imagens merecem o destaque: 1). por que é tão difícil encontrar editoriais de moda em revistas brasileiras com um refinamento desses (destacam-se pra mim a modelo Melodie Monrose, e o styling de Beth Fenton); 2) e o preconceito com a moda como arte, ou a fotografia de moda, se há tantos outros truques e artifícios na arte contemporânea? (moda e fotografia de moda pode ter um conceito bem amarrado e realizado; ah, e tanto a moda como a arte contemporânea emparelham-se na comodização: fazem seu preço e se vendem; tudo bem, concordo que a moda tem as suas limitações, mas também não está sendo fácil encontrar uma arte que nos retire da zona de conforto, que nos chacoalhe).

Bom, depois do blá-blá-blá, vamos ao editorial de nome "Retro Fitted", um revival atualizado das formas, da blocagem de cores, dos geomestrismos, dos cortes e da modelagem, das estampas dos anos 60. Fotografado por Mariano Vivanco e com a participação do modelo Kone Sindou. 

a diferença entre ouvir e escutar...

Instalação site-specific de 2008 no Museu de Arte Contemporânea de Santa Mônica, concebida pelo artista norte-americano Michael Asher: coerência de uma trajetória como crítico e professor que sempre estimulou seus alunos a questionar o espaço físico dos museus e galerias.
Se você faz sua arte por puro deleite e degustação própria, o que vem a seguir pode não lhe interessar. No mínimo, não lhe cabe, pois não deve ser uma preocupação. 

Porém, se você tem alguma intenção de, um dia, participar de editais de artes visuais, ser selecionado por um deles, expor numa coletiva, ou entrar num salão de arte de certo peso, isto é, ganhar dinheiro e/ou reconhecimento por sua obra, bem-vindo ao mundo da arte e suas especificidades. 

Se você não fez uma graduação em artes visuais, seguramente você compareceu a cursos livres de técnica - desenho, pintura, escultura - e de história da arte. Ou ainda de algum grupo de acompanhamento e análise de portfólios de artistas, onde outros artistas, como você, mais um curador/professor/crítico de arte, comentam o conjunto da sua obra não apenas a partir do que eles vêem e observam, mas também em relação à coerência do seu discurso de artista - o chamado "art statement" - vis-à-vis o trabalho mostrado.

No livro "Sete Dias no Mundo da Arte", já comentado aqui no blog, Sarah Thornton escreve um capítulo específico sobre uma aula de crítica e análise de portfólio no consagrado California Institute of the Arts (ou CalArts, como o instituto é carinhosamente conhecido). Ela participa de um dia de aula na turma de crítica que esteve sob o comando do artista conceitual norte-americano Michael Asher por mais de 30 anos. Trata-se de um seminário em que alunos-artistas apresentam seus trabalhos para crítica coletiva. (Asher faleceu no ano passado, uma enorme perda para o CalArts pois era um professor muito querido pelos alunos, dedicado e de espírito libertário). 
Um dos prédios que compõem a famosa CalArts, em Valencia, um distrito de Los Angeles, California.
Thornton fica admirada com o engajamento dos participantes do seminário: na aula em que esteve, dois alunos apresentaram seus trabalhos, um pintor e uma escultora - se não me falha a memória -, e chamou-lhe a atenção por quantas horas ao longo daquele dia Asher e seus pupilos ficaram encerrados dentro de uma sala parecendo um bunker, cada um deles trazendo consigo lanche, bebidas, animais de estimação, sacos de dormir, material de trabalho. Enfim, um engajamento que também se mostrava espontâneo, resultado de uma química entre a figura carismática porém reservada de Asher e os participantes do seminário. Só quando o mestre se levantou da cadeira e deixou a sala, muitas horas depois do seminário ter se iniciado, é que a turma se dispersou. Em nenhum momento, por mais que as opiniões se divergissem, houvesse divagações malucas, inseguranças por parte dos artistas que apresentaram trabalhos, questionamentos de Asher, o clima era de interação intensa entre indivíduos que sabiam por que estavam ali reunidos. 

Importante frisar que Thornton relata as observações do professor Asher como muito pontuais, o que, na sua visão, denotava uma estratégia muito mais voltada para suscitar e abrir questões e estimular o discurso de seus alunos do que meramente emitir juízos de valor. 

Infelizmente, no caso do exemplo abaixo, a artista participante de uma banca de seleção de projetos ou de algum tipo de aula de crítica de arte - não sei bem ao certo -, não reagiu muito bem aos comentários dos especialistas presentes. A menina surtou, destruiu sua própria pintura, e ainda saiu batendo a porta.

Sabemos que não é fácil escutar comentários a respeito de trabalhos autorais. Difícil, às vezes, ter a maturidade de separar o que é pessoal do que é objetivo, e, sobretudo, diferenciar os níveis de crítica e comentários. Mas se a sua opção for a de sair debaixo da chuva, segura a onda pois não fomos feitos de açúcar.
(anyway, vejam o vídeo até o final; imperdível...)



segunda-feira, 20 de maio de 2013

o princípio do eterno retorno...

Rooney Mara interpreta Emily, a esposa de Martin Taylor (Channing Tatum), ex-presidiário recém-libertado por fraude financeira. Com a libertação do marido, Emily passa a ter sérias e recorrentes crises de depressão (tentativas de suicídio, ataques de pânico). Anteriormente tratada pela Dra. Victoria Siebert (Catherine Zeta-Jones), quando da prisão do marido, ela passa a ser medicada pelo Dr. Jonathan Banks (Jude Law), um psiquiatra ambicioso à frente do lançamento no mercado de uma nova droga anti-depressiva de grande potência, mas com efeitos colaterais ainda pouco conhecidos.  
Em uma entrevista concedida à NBC, o diretor norte-americano Steven Soderbergh, ao falar de seu mais recente - e parece que último - trabalho, um melodrama biográfico sobre o pianista super kitsch Liberace, declarou ver uma semelhança entre este e um de seus primeiros filmes, o premiado "Sexo, Mentiras e Videotapes", vencedor da Palma de Ouro em Cannes há 24 anos. De acordo com Soderbergh, "Sexo, Mentiras..." levou 36 dias para ser rodado, enquanto "Atrás do Candelabro", o filme sobre Liberace, apenas 30. Ser conciso, rápido, seria uma de suas características; ele não saberia fazer diferente, esticando a produção e a pós-produção de um longa ao máximo a fim de obter uma suposta obra-prima. 

Sabe-se que Soderbergh, além de rápido, é multi-funcional no cinema: ele escreve, fotografa, monta e dirige. Sabe-se também que conduziu sua carreira entre a vertente mainstream de Hollywood e o cinema indie. Fez blockbusters e filmes-cabeça. E, nesse exato momento, quando afirma não querer mais trabalhar para a indústria cinematográfica norte-americana, quando seu "Atrás do Candelabro", também na competição oficial de Cannes neste ano - mais um ponto em comum com "Sexo, Mentiras,..." - será exibido diretamente no canal a cabo HBO no dia 26 de maio, não deixo de associar a trajetória de Soderbergh ao princípio nietzscheano do "eterno retorno". Porque a primeira impressão passada pela trajetória filmográfica de Soderbergh é a de que ele cumpriu um grande ciclo, retornando ao ponto de origem, como na metáfora da cobra que morde o rabo e fecha um círculo em si mesma. Como se houvesse uma contradição, uma espécie de polarização entre suas realizações hollywoodianas tipo "Ellen Brokovich" e a franquia "Ocean's Eleven" e filmes como "Bubble" ou "Confissões de uma Garota de Programa".

Indo mais a fundo, não só o conceito de "eterno retorno" em Nietzsche não tem tal caráter cíclico e tenso entre pólos como também a obra de Soderbergh é muito mais complementar e diversa do que irreconciliável entre suas partes. Penso que o mal-entendido se configura nos 2 casos. Eterno retorno significa multiplicidade de realidades, coexistentes, e não ciclos que vão e vem. Paralelamente, um realizador que joga em várias posições criativas e faz filmes de estilos tão diversos, com orçamentos tão díspares e para públicos tão diferentes é, a meu ver, um criador de múltiplas realidades dentro de uma obra diversificada. Por que essa mania de termos que definir um estilo único como forma de sermos mais autorais? Questiono tal raciocínio.

Só sei dizer que "Terapia de Risco" (2013) - "Side Effects" - penúltimo filme de Soderbergh recém-estreado aqui no Brasil, é um exemplo muito bem acabado dos múltiplos talentos e qualidades do diretor. Drama denúncia num nível macro e um thriller de suspense, numa perspectiva micro, fiel à linhagem hitchcockiana de mocinhas-vilãs, ou vilãs-mocinhas, à la "Marnie", "Terapia de Risco" consegue compor, em camadas, a realidade hiper-mega-capitalista da indústria farmacêutica dos anti-depressivos com a impotência do indivíduo contemporâneo diante de sua realidade, diante do esforço de elaborá-la, de superar as frustrações e garantir um mínimo de satisfação sem que, para isso, seja obrigatório fazermos um pacto faustiano com a eterna juventude, o eterno prazer, a alegria agora e para sempre. Sem custo e sem preço. 

Quem não toma o seu Prozac, não fuma sua maconha ou não bebe o seu whisky, que atire a primeira pedra.

Ah, e por favor, Soderbergh, reconsidere voltar a filmar, nem que seja só pra televisão...

domingo, 19 de maio de 2013

o mito da caverna...

Vista do Central Park, face norte, nas 4 estações do ano.
A chamada câmara escura de orifício representou os primórdios da câmera fotográfica como a conhecemos na modernidade. Desde a Idade Média, por meio da técnica da câmera escura, foi possível entender aspectos científicos dos fenômenos ópticos, como, por exemplo, a propagação retilínea da luz. E, assim, desenvolver meios de captar e fixar imagens.

Pegue uma caixa ou o cômodo de uma casa, numa versão ampliada, e vede suas paredes com um material opaco e totalmente preto. Deixe apenas um pequeno orifício aberto, em uma das paredes, por onde a luz do exterior irá penetrar. Os raios de luz que iluminam o objeto ou a paisagem no exterior da caixa passam pelo pequeno buraco e projetam na parede oposta a ele uma figura idêntica ao objeto ou a paisagem externa, só que invertida (o fato de a imagem ter forma semelhante ao objeto ou à paisagem e ser invertida evidenciam a propagação retilínea da luz).
Imagens da Ponte do Brooklyn, invertida e não-invertida.
Vistas da Ponte de Manhattan: a utilização de um prisma reverte a inversão da imagem projetada. 
Eis o princípio rudimentar da máquina fotográfica. Se estamos, como observador, dentro da câmera escura, conseguimos ver essa imagem projetada de cabeça para baixo. E se colocamos um papel filme ou fotográfico na região onde essa imagem invertida se forma, é possível, após algumas horas de exposição, captar e registrar essa imagem (voilà o princípio da máquina fotográfica e da fotografia). 
Times Square projetada.
Desde 1991, o fotógrafo naturalizado norte-americano de origem cubana Abelardo Morell vem fazendo experiências com o princípio da câmera escura. Primeiro num quarto de sua casa. Depois, avaliando os resultados bem-sucedidos, ampliou o projeto não apenas para outros locais mas também passou a utilizar um prisma para gerar uma imagem não-invertida, filme colorido, lentes mais poderosas no sentido de tornar as imagens refletidas mais nítidas e brilhantes. 
Visões de Veneza.
No início analógico, levavam-se entre 5 e 10 horas de exposição para que uma imagem se fixasse na película. Com o digital, esse tempo encurtou sobremaneira, o que rendeu agilidade ao processo criativo de Morell. Imagens mais nítidas, mais rapidez e fluência técnica abriram-lhe mais espaço para pensar a composição da parede que iria receber a imagem refletida e qual seria essa imagem, e de que forma ela seria ou não trabalhada, distorcida. Ganhou força e contundência o choque entre exterior e interior, entre a imagem de fora e como ela passava a ser recodificada internamente. 
Catedral de Antuérpia, Bélgica, projetada sobre parede na qual o espelho antigo está encostado.
Boston.
Pátio interno de castelo sobre dormitório coletivo.
Parafraseando o mito da caverna de Platão, cabe a nós, espectadores, termos consciência de quantas realidades distintas podemos criar de uma mesma cena,  de um mesmo objeto. Os registros de câmera escura de Morell tornam, a meu ver, ainda mais instigantes a questão das várias extensões da realidade, na medida em que trabalha o fenômeno óptico em si, diretamente. A brincadeira de sobreposição e de contraste de imagens brinca com nossos olhos, fala diretamente a esse que é o sentido mais básico do ser humano, por intermédio de uma técnica que, teoricamente, seria a cópia fiel do real.  
Vista de Florença - primeira dessa série de fotos - e paisagens da Toscana.

sábado, 18 de maio de 2013

o domínio dos diálogos...

Cartaz de "Dazed and Confused" (1993), filme de Richard Linklater e um dos favoritos de Quentin Tarantino.
Cenas do filme "Dazed and Confused" (1993): éramos todos tão jovens... conseguem reconhecer todos os atores? Prestem atenção no Ben Affleck... novo, novo...
A retrospectiva dos filmes de Quentin Tarantino no CCBB de São Paulo em fevereiro deste ano resultou num livro, misto de reunião de críticas e de catalogação da obra, chamado "Mondo Tarantino" (essa mesma mostra aconteceu nos outros CCBB do país). Nas partes finais do livro, há uma lista de filmes mencionados por Tarantino como suas principais influências. Entre eles, "Dazed and Confused" (1993), de Richard Linklater, considerado por Tarantino o maior "filme de rolê" (hangout movie) já feito (americanos amam listas - e nós pegamos muito dessa mania; "Dazed and Confused" está em várias listas de melhores filmes de high school, mais importantes filmes cults ever, e por aí vai). 

Meu primeiro contato com a obra de Linklater foi em 1995, com "Antes do Amanhecer", pelo qual o diretor recebeu o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim daquele ano. 9 anos depois, Linklater filmou "Antes do Anoitecer" (2004), continuação do filme de 1995, retratando exatamente os 9 anos de separação do casal protagonista do filme original - vividos por Ethan Hawke e Julie Delpy - que se encontraram, pela primeira vez, no trem em Viena, e se reencontram quase uma década depois em Paris. 

Perdi a conta de quantas vezes vi e revi o amanhecer e o anoitecer. Os diálogos são tão bem construídos, tão ricos e cheios de nuances que assistir a partes separadas já dá pano pra manga; podemos dali tirar inúmeros elementos aproximativos da experiência e do repertório daqueles dois jovens e transferi-los para nossas vidas. É cativante. 

"Dazed and Confused" retrata uma porção de personagens (todos eles representados por atores jovens à época, mas que, algum tempo depois, estouraram na carreira, como Ben Affleck, Milla Jovovich, Matthew McConaughey, Parker Posey, Jason London). Em comum com os trabalhos posteriores de Linklater, o plot centrado num período curto e definido de tempo; no caso, o dia 28 de maio de 1976, fim das aulas e início das férias de verão numa high school de Austin, Texas. Os veteranos se formam - e devem decidir o que fazer da vida - e os novatos preparam-se para ingressar no "colegial". Vários ritos de passagem idiotas, espécies de trotes bem americanos (e imbecis) são aplicados pelos veteranos nos calouros. Os meninos são perseguidos para levarem uma sova de taco de cricket na bunda (paddle), enquanto as meninas têm que se humilhar diante das seniors, usando chupetas, deitando no chão e deixando-se lambuzar por ovos, farinha, ketchup. Além de serem forçadas a fazer pedidos de casamento aos jovens veteranos. 

Ao longo dos pequenos atos de violência iniciática, os jovens vão interagindo, se conhecendo, trocando suas expectativas sobre o futuro, seus medos; veteranos se reconhecem nos "bichos", e o que todos querem, ao final daquele dia, é terem uma boa balada, uma noitada inesquecível - beber muito, fumar maconha, beijar, enfim, just some big fun.

O que provavelmente encantou Tarantino no filme foram elementos que ele próprio se apropria e insere em seus filmes da cultura americana pop - primeiro, a trilha sonora, essencial nas obras do realizador (no caso de "Dazed and Confused", nome tirado de uma canção regravada pelo Led Zeppelin, e uma trilha toda anos 70 com a nata do rock da época - Deep Purple, ZZ Top, Nazareth, KISS, Black Sabbath, Foghat, Alice Cooper, Aerosmith, Ted Nugent). Segundo, a cultura americana dos anos 70; e, terceiro, a antropologia característica da cultura norte-americana, um país com frescor, porém muito violento, tacanho em seus rituais de passagem da adolescência, conservador e, ao mesmo tempo, gerador de uma grande força transgressora. 

No caso específico de Linklater, o que mais me encanta é a maneira como ele constrói os diálogos. Não há truques ou maneirismos. A impressão causada é a de que há um grande esmero na construção de sequências com ritmo e diálogos afiados, criando conflitos logo desmanchados, criando pequenas grandes reflexões, historietas de amor, um encadeamento que cresce e toma corpo até chegarmos ao final mais dazed do que confused, encantados com as características de cada personagem, para o bem ou para o mal. Sabendo das idiossincrasias de casa um. E o que aquele momento - e nunca o futuro - exatamente aquele momento de fim de ciclo, de pura diversão - significou e foi aproveitado por cada um daqueles jovens. 

Não sei como ranquear "Dazed and Confused", como o protagonista de "Alta Fidelidade", interpretado por John Cusack, costumava fazer. O que posso afirmar é que esse filme, mais o duo antes do amanhecer e anoitecer, ocupam um cômodo afetivo em mim. São filmes que deixam lembranças, a qualquer momento passíveis de serem revividas, incluindo um sorriso de afeto ou uma lágrima de saudade. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

nas horas vagas...


Safwat Saleem é designer gráfico, filmmaker, artista e o diretor criativo da Arizona State University. Multi-disciplinar. E sem divisão de tempo entre trabalho e horas vagas. O laser dele é arte também. Com a diferença de ser uma arte completamente despretensiosa, no sentido da simplicidade dos recursos usados, do humor envolvido, da sátira, assim como do não-comprometimento com um padrão específico a ser atingido em termos de mercado, conceito, reconhecimento. 

São gravuras de ilustrações que representam relações complicadas entre dois ou mais objetos. Eles dialogam entre si, sempre com um tom de ironia e sarcasmo. As gravuras são simples, com blocagens delicadas de cores, e um traço refinado e limpo. E, acima de tudo, de um humor esperto. 

Um pouco de nonchalance, como bem define a língua francesa, não faz mal a ninguém. Um estado relaxado sem ansiedade nem entusiasmo; uma ausência casual de preocupação ou pretensão. Espero que se divirtam com os "quadrinhos" de Saleem, e aproveitem a sexta-feira, o dia de Vênus...