Mostrando postagens com marcador prints. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prints. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de maio de 2013

black is beautiful...

2 coisas, e rápidas, porque as imagens merecem o destaque: 1). por que é tão difícil encontrar editoriais de moda em revistas brasileiras com um refinamento desses (destacam-se pra mim a modelo Melodie Monrose, e o styling de Beth Fenton); 2) e o preconceito com a moda como arte, ou a fotografia de moda, se há tantos outros truques e artifícios na arte contemporânea? (moda e fotografia de moda pode ter um conceito bem amarrado e realizado; ah, e tanto a moda como a arte contemporânea emparelham-se na comodização: fazem seu preço e se vendem; tudo bem, concordo que a moda tem as suas limitações, mas também não está sendo fácil encontrar uma arte que nos retire da zona de conforto, que nos chacoalhe).

Bom, depois do blá-blá-blá, vamos ao editorial de nome "Retro Fitted", um revival atualizado das formas, da blocagem de cores, dos geomestrismos, dos cortes e da modelagem, das estampas dos anos 60. Fotografado por Mariano Vivanco e com a participação do modelo Kone Sindou. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

design e hábitos de consumo...

Estampas da finlandesa marimekko.
Do frio vem o calor. E do branco, as cores. A Marimekko é uma companhia finlandesa de design que fez contribuições significativas no mundo da moda a partir dos anos 60, e até hoje é reconhecida por suas estampas coloridas e alegres, de desenho arrojado, sempre misturando o elemento étnico com o artsy. 

Hoje mesmo, numa reunião de trabalho com uma parceira querida e profissional renomada na área do design gráfico em São Paulo, comentamos a respeito das diferenças e semelhanças entre design e arte. Entre indústria e prazos versus criação artística mais autoral e única, e tempo mais elastecido. 

Independentemente das características de mercado do business "design", ainda não há no Brasil hábitos de consumo disseminados que permitam um olhar mais diferenciado para um produto, bem ou mercadoria com desenho e estilo distintivo e próprio. Ainda é difícil, mesmo para aqueles consumidores com alto poder aquisitivo, encontrarmos, entre eles, os que valorizam uma peça de uso doméstico e diário de design. Mesmo uma peça de roupa - que fique bem claro que não se trata, aqui, de marcas ou símbolos de status, mas sim de gosto, de uma educação dos sentidos para o belo, o distinto, o peculiar, não importando se é de griffe ou feito por uma costureira, marceneiro ou artesão.

Hoje em dia, a Marimekko atua em vários segmentos do design industrial, em itens domésticos os mais variados. Objeto de desejo, obviamente a um preço mais elevado, mas um prazer garantido de estar envolvido quotidianamente com coisas belas. A arte, não necessariamente, se pendura em paredes ou se instala em galerias ou museus.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

pontos, bolas, linhas, redes, flores, tentáculos...

Retrato de Yayoi Kusama aos 10 anos de idade.
A obra de um artista nasce de obsessões. Geralmente, quanto mais obsessivo o artista, mais longeva, prolífica, e diversa é sua obra. Mais sua imagem se confunde e se funde a essa obra. E mais ampla a sua influência na produção de outros artistas.

Yayoi Kusama é uma artista plástica obsessiva-compulsiva. Nascida em 1929, no Japão, migrou para os Estados Unidos em 1957, instalando-se em Nova York, onde logo se associou à vanguarda artística da metrópole cultural norte-americana. Em 1973, retornou às origens, e hoje é considerada uma das mais importantes artistas contemporâneas de seu país.

A riqueza da obra de Kusama pode ser mensurada por sua larga produtividade, pelo uso de múltiplas técnicas e registros das artes visuais - pintura, gravura, escultura, fotografia, performance, instalação -, e pela recorrência profunda de elementos gráficos e decorativos, sobretudo bolas, pontos, flores, linhas, redes, tentáculos. Numa densa análise combinatória, Yayoi Kusama mesclou exaustivamente seu repertório gráfico a diferentes formas de expressão artística, resultando numa obra poderosa e contundente. 

Em 2012, o Whitney Museum of American Art fez uma retrospectiva atualizada da obra de Yayoi Kusama. E a Louis Vuitton, sob o comando de Marc Jacobs, inspirou-se na artista para sua mais recente coleção lançada em setembro do ano passado em Paris. Curiosamente, Kusama chegou a ter sua própria marca, nos anos 60, quando morava em Nova York - a Kusama Fashion Company -, que vendia tecidos e vestidos, todos em estampas de pois e bolinhas.

Esse ano, será a nossa vez de conhecermos de perto a infinita obsessão de Yayoi Kusama. O Centro Cultural Banco do Brasil já anunciou. 

Abaixo, uma amostra de quão variada e extensa foi - e continua sendo - a produção artística de Yayoi Kusama:

"Auto-Obliteração", de 1966, fotocolagem em papel (da série "obsessão por redes").
"Céu e Terra", 1991.
Performance de 1969, no Central Park.
Kusama posa com suas mais recentes pinturas, em 2011, em Tóquio.
A artista fotografada em 2011.
Kusama em "Obessessão por Bolas", 2011.
"Um Encontro com uma Estação em Flor", acrílico sobre tela de 2009.
Yayoi em ação.
"Eu Quero Viver Honestamente, Como o Olho no Quadro", de 2009, acrílico sobre tela.
"Homem Pegando o Inseto", 1972, colagem e óleo sobre papel.
"Peixe", 1953, tinta, aquarela e pastel sobre papel.
Yayoi em "Árvore Amarela", mobiliário para a trienal de Nagoya em 2010.
"Acumulação", 1963, escultura-instalação.